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“OS DEZ MANDAMENTOS: UM PRESENTE DE DEUS PARA NÓS” INTRODUÇÃO: O Evangelho nos conta que aproximou-se de Jesus um jovem e lhe perguntou: “Mestre, o que devo fazer para ganhar a vida eterna?”. O Senhor lhe respondeu: “Se queres entrar na vida, observa os mandamentos” (Mateus 19,17). Desta forma tão clara, o Senhor lhe indicou – e a todos nós - qual o caminho para ir para o céu. Efetivamente, o cumprimento dos mandamentos é o caminho para salvar-se. Quem os cumpre, se salva; quem não os cumpre, se condena. Deus revelou a Moisés os dez mandamentos, no Monte Sinai, deixando-os gravados em duas tábuas de pedra para que seu povo nunca os esquecesse. Jesus Cristo aperfeiçoou a lei e encomendou a sua Igreja que a guardasse e ensinasse a todos os seres humanos. Seguir a Jesus Cristo implica no cumprimento dos mandamentos. Mandamentos da Lei de Deus (Os Dez Mandamentos) I - Amar a Deus sobre todas as coisas. II - Não tomar seu santo nome em vão. III - Guardar domingos e festas. IV - Honrar pai e mãe. V - Não matar. VI - Não pecar contra a castidade. VII - Não furtar. VIII - Não levantar falso testemunho. IX - Não roubar. X - Não cobiçar a mulher do próximo IDÉIAS PRINCIPAIS: 1. O fim último do ser humano O ser humano foi criado por Deus com um fim último. É o de dar glória a Deus, amando-o e obedecendo-o na terra, para ser feliz depois com Ele no céu. Fomos criados para dar glória a Deus, e é para isso que existimos. Como daremos glória a Deus? Cumprindo em todo o momento sua vontade. A vontade divina encaminha o ser humano a seu fim e, como somos seres livres, devemos assumi-la com a vontade de amar e obedecer a nosso Criador e Senhor. A vontade de Deus se expressa fundamentalmente nos mandamentos da lei de Deus. 2. A lei eterna como ordenamento da criação a seu fim Contemplando as coisas criadas observamos que seguem umas leis naturais: a terra da voltas ao redor do sol, as plantas dão flores na primavera, o ser humano sente remorsos quando faz algo de errado, etc... Esta ordem não acontece por casualidade, mas foi pensada pela Sabedoria de Deus. Deus ordenou todas as coisas de modo que cada uma cumpra sua finalidade: os minerais, as plantas, os animais, o ser humano. Como essa ordem está pensada e projetada por Deus desde toda a eternidade, nós a chamamos lei eterna. 3. A lei natural como norma para o ser humano Os minerais, as plantas e os animais obedecem sempre a lei de Deus – a lei eterna – , que neles está determinada por leis físicas e biológicas. O ser humano, como ser livre, se orienta a seu fim livremente, após conhecer com a inteligência a lei que Deus lhe deu e que descobre dentro de si mesmo. A esta lei gravada por Deus em nosso coração nós a chamamos lei natural; e como está escrita na natureza humana, obriga a todos os seres humanos de todos os tempos. Por ser uma participação da lei eterna, o ser humano não pode muda-la, sendo, portanto, universal e imutável. 4. Às vezes, é difícil conhecer a lei natural Os seres humanos tem a lei natural gravada no coração, de forma que – com certa facilidade - podem conhecer os princípios fundamentais; por isso, dos pagãos que não glorificaram a Deus, diz São Paulo, que não podem desculpar-se. Contudo, às vezes torna-se difícil conhece-la; o pecado original e os pecados pessoais posteriores obscurecem seu conhecimento. Por este motivo, , para que com maior facilidade, com firme certeza e sem nenhum erro, todos os seres humanos pudessem conhecer o que deviam fazer para agradar-lhe, Deus revelou qual era a sua vontade, dando-lhes os dez mandamentos. Estes dez mandamentos põem em relevo os deveres essenciais e, portanto, indiretamente, os direitos fundamentais inerentes à natureza da pessoa humana. O Decálogo contém uma expressão privilegiada da lei natural. 5. A revelação dos mandamentos a Moisés Deus não se contentou em gravar no coração humano sua lei, mas a manifestou claramente. No monte Sinai, quando o povo eleito tinha saído do Egito, Deus anunciou a Moisés os dez mandamentos ou Decálogo, dando-os esculpidos em duas tábuas de pedra, para que nunca se esquecesse de cumpri-los. Aqueles dez mandamentos são, resumidos, os que temos no Catecismo. Os mandamentos assinalam a maneira certa e segura de como devemos atuar, indicam o caminho da felicidade nesta vida e na vida eterna. Por isso dizemos que os dez mandamentos são um presente de Deus, já que são o instrumento com o qual Deus manifesta ao ser humano o que é bom e o que é mal, o que é verdadeiro e o que é falso, o que lhe agrada e o que lhe desagrada. 6. Jesus Cristo aperfeiçoa a lei A lei que Deus deu a Moisés no Sinai foi levada à perfeição por Jesus Cristo, que se apresenta a si mesmo como modelo e caminho para alcançar a vida eterna: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida” (João 14,6). Esta perfeição se revela, sobretudo, no mandamento novo do amor. Depois de amar a Deus com todo o coração, com toda a alma, com toda a mente, com todas as forças, nos manda que nos amemos uns aos outros como Ele nos amou. O Decálogo deve ser interpretado à luz deste duplo e único mandamento da caridade, plenitude da lei. A Igreja, continuadora da obra redentora de Jesus Cristo, continua a ensinar, custodiando e interpretando a lei dada por Deus aos seres humanos. 7. Obrigação de cumprir os mandamentos Como Deus é o Criador, Dono e Senhor do universo, toda a criação está submetida à lei ou ordem imposta por Deus. As criaturas irracionais cumprem esta lei inexoravelmente, mas o ser humano é livre e pode não segui-la. Se não observa a lei divina, comete pecado, ofende a Deus e faz dano a si mesmo e aos demais. Em troca, quando guarda os mandamentos, o ser humano tem a segurança de estar no bom caminho e de que está fazendo a vontade de Deus. Mas não podemos – e não devemos - sentir-nos aprisionados pelos mandamentos, sem ter a visão grande e nobre de que Deus quer decididamente o bem de sua criatura preferida – o ser humano – cuja liberdade defende e guarda com as normas. 8. Cumprir os mandamentos por amor Em conseqüência, tendo a consciência clara de que os mandamentos são o caminho – como uma estrada bem sinalizada, que manifesta o modo de agir retamente e avisa dos perigos existentes – , temos que dizer que os dez mandamentos da lei de Deus são uma prova do amor e da misericórdia de Deus, de Deus que nos amou primeiro. Por isso, é preciso cumpri-los por amor. É a resposta que Deus espera de nós. É necessário, pois, conhecer os mandamentos, se queremos vive-los bem e por amor. 9. PROPÓSITOS DE VIDA CRISTÃ: · Aprender os dez mandamentos da lei de Deus. · Tomar a firme determinação de cumprir sempre os mandamentos da lei de Deus, apoiados na graça sobrenatural. “OS MANDAMENTOS DA IGREJA” INTRODUÇÃO: Todos nós estamos convencidos da importância que existe em observar as leis. No esporte, por exemplo, se não se observa o regulamento – e muitas vezes acontecem “roubos” –, não se pode jogar; mais grave ainda é o respeito devido às leis que, se não cumpridas, provocam mortes e catástrofes: as leis de tráfego. Depois de estudar os dez mandamentos da Lei sabemos que a lei mais importante é a lei de Deus. Como disse Jesus ao jovem rico: “Se queres entrar na vida, cumpre os mandamentos” (Mateus 19,17). Para facilitar-nos seu cumprimento, a Igreja determina algumas obrigações do cristão no que chamamos mandamentos da Igreja. Cristo deu à Igreja a autoridade para governar os fiéis, e sua solicitude de mãe impulsiona a assinalar concretamente qual é a vontade de Deus, ajudando-nos a conseguir o céu. Essa é, em definitiva, a missão da Igreja. Mandamentos da Igreja I - Participar das missas dominicais e festas de guarda. II - Confessar-se ao menos uma vez por ano. III - Comungar ao menos na Páscoa da Ressurreição. IV - Jejuar e abster-se de carne quando manda a Santa Igreja. V - Pagar dizimo, conforme o costume. IDÉIAS PRINCIPAIS: 1. Jesus Cristo funda a Igreja para nos salvar Já vimos, ao estudar o Credo, que Jesus Cristo veio a terra para nos redimir e nos dar a vida divina; veio a este mundo para fundar a Igreja, que continua sua obra redentora e nos conduz para a salvação. Por isso, escolheu a Pedro e aos demais Apóstolos, para que governassem a Igreja e transmitissem seus poderes para seus sucessores: o Papa e os Bispos. Estes poderes são: ensinar a doutrina de Jesus Cristo, santificar com os sacramentos e governar mediante leis que obrigam em consciência. 2. A Igreja e o poder de promulgar leis Cristo concedeu efetivamente a sua Igreja o poder de governar, e enviou aos Apóstolos e a seus sucessores por todo o mundo para que pregassem o Evangelho, batizassem e ensinassem a observar tudo o que Ele lhes tinha mandado: “Quem vos ouve, a mim ouve” (Lucas 10,16); “Assim como o Pai me enviou, eu vos envio a vós” (João 20,21). Em virtude desta autoridade, a Igreja pode ditar leis e normas. Dentre todas, podemos destacar as que chamamos mandamentos da Igreja. 3. Razão dos mandamentos da Igreja Os mandamentos da Igreja são uma mostra de carinho para com seus filhos porque, ao ditar estas normas, a Igreja pretende tão somente ajudar-nos a cumprir os mandamentos da lei de Deus. A Igreja sabe que pode custar cumprir a vontade de Deus, e por isso, marcou estas obrigações do cristão, que garantem convenientemente, o caminho da nossa salvação. 4. Quais são os mandamentos da Igreja 1o Ouvir Missa inteira aos domingos e festas de guarda. Este mandamento obriga – sob pecado mortal – aos fiéis que tem uso da razão e tenham completado sete anos. Desta maneira, a Igreja determina e facilita o cumprimento do terceiro mandamento da lei de Deus. Além disso, pedagogicamente, nos ensina a importância da Missa, para que participemos nela com maior freqüência. 2o Confessar os pecados mortais ao menos uma vez ao ano, e em perigo de morte e quando se for comungar. Também ao redor dos sete anos começa o uso da razão e já se pode cometer pecados mortais. Daí que a Igreja marque a necessidade de acercar-se ao sacramento da Penitência a partir desta idade da razão, pelo menos uma vez ao ano. Caso se esteja em estado de pecado mortal, é necessário confessar-se antes de se acudir à comunhão, e é conveniente faze-lo com freqüência para poder superar as tentações. De maneira particular urge o preceito de confessar-se quando se está em perigo de morte; seria inconcebível comparecer ante o tribunal de Deus estando em pecado mortal, que nos faria réus do inferno. 3o Comungar ao menos na Páscoa da Ressurreição. A Eucaristia é um mistério de fé e de amor que nunca poderemos compreender; sem dúvida, desde que temos o uso da razão, podemos nos dar conta da importância que tem este sacramento. A Igreja fixa desde este momento a necessidade de acudir à Comunhão devidamente preparados. Põe como mínimo uma vez ao ano, ainda que deseja que comunguemos freqüentemente. Desta maneira nos ajuda a cumprir melhor o terceiro mandamento da lei de Deus. 4o Jejuar e abster-se de carne quando manda a Santa Igreja. O cristão deve identificar-se com Cristo e não pode viver como um pagão que não domina seus apetites; e tem que fazer algum tipo de sacrifício. Para que não se esqueça disso, a Igreja ordena uma pequena mortificação na comida durante alguns dias do ano: - São dias de abstinência de carne as sextas-feiras da Quaresma que não coincidem com festa de preceito. - São dias de jejum e abstinência de carne a quarta-feira de Cinzas e a sexta-feira santa. - São também dias de penitência as sextas-feiras do ano que não sejam festas de preceito. Mas a abstinência imposta por lei geral pode ser substituída – segundo a livre vontade de cada fiel – por qualquer outra forma de penitência recomendada pela Igreja: exercícios de piedade e oração, mortificações corporais e obras de caridade (a missa, oferecer o trabalho, dar uma esmola...). - A lei da abstinência obriga os que já cumpriram quatorze anos. - A lei do jejum obriga desde os vinte e um anos cumpridos até os cinqüenta e nove cumpridos. 5o Ajudar a Igreja em suas necessidades. A Igreja é mãe e se preocupa com as necessidades de seus filhos: as espirituais e as materiais; por isso reclama dos fiéis orações, sacrifícios e esmolas. Com estes bens pode ajudar os mais necessitados: os pobres, as missões, os seminários... A ajuda material que os cristãos tem obrigação de oferecer à Igreja serve também para atender a dignidade do culto: edifícios, vasos sagrados, ornamentos etc... 5. PROPÓSITOS DE VIDA CRISTÃ: · Aprender os mandamentos da Igreja · Rezar todos os dias pelas necessidades da Igreja, pedindo especialmente pelo Papa, pelos bispos e sacerdotes. Autor: Jayme Pujoll e Jesus Sanches Biela Fonte: Livro "Curso de Catequesis" do Editorial Palavra, España Tradução: Pe. Antônio Carlos Rossi Keller
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