Queridos pais da Comunidade Sagrado Coração de Jesus do Brooklin,
A palavra “obrigado” é pequena, mas carrega um peso enorme de reconhecimento e afeto. O “muito obrigado” vai além: é quando o coração se enche de gratidão profunda e quer retribuir não apenas com palavras, mas com gestos de amor. Ser “agradecido” é viver num estado permanente de reconhecimento, vendo em tudo o cuidado de Deus e o carinho das pessoas.
Assim como Jesus, que sempre agradecia ao Pai antes de realizar grandes obras, nós também somos chamados a cultivar a gratidão em todas as circunstâncias. “Em tudo dai graças” (1Ts 5,18), pois cada dom recebido é um presente do Céu. O teólogo Dietrich Bonhoeffer nos lembra que “a gratidão muda a vida, porque abre nossos olhos para o que Deus está fazendo em nosso favor todos os dias”.
O Papa Francisco recorda que “a gratidão é um sinal de um coração livre, que sabe reconhecer os dons de Deus e dos irmãos” (Audiência Geral, 30/10/2013). Santo Agostinho ensinava: “Aquele que é agradecido prepara-se para receber graças maiores” (Sermão 19, Gratias agere). Já São João Paulo II afirmava: “A gratidão deve transformar-se em testemunho de vida, pois todo dom recebido é um convite a amar mais” (Homilia, 15/08/1982).
Neste Dia dos Pais, queremos dizer a cada um de vocês: OBRIGADO pela presença, MUITO OBRIGADO pela dedicação e por serem AGRADECIDOS a Deus pela missão de pai. Vocês são chamados a serem reflexo do amor do Pai do Céu, sustentando suas famílias com fé, coragem, ternura e sabedoria.
Que o exemplo de São José inspire cada pai a proteger, orientar e amar com um coração justo e fiel. Que, mesmo diante das dificuldades, nunca lhes falte a confiança no Senhor, que tudo provê.
Que o Sagrado Coração de Jesus, fonte inesgotável de amor e misericórdia, fortaleça todos os pais na missão de guiar suas famílias na fé, na esperança e na caridade.
📖 Versículos para inspirar a gratidão:
• “Em tudo dai graças, porque esta é a vontade de Deus para convosco em Cristo Jesus.” (1Ts 5,18)
• “Demos graças a Deus Pai em nome de nosso Senhor Jesus Cristo por tudo.” (Ef 5,20)
• “Seja a paz de Cristo o árbitro em vossos corações; e sede agradecidos.” (Cl 3,15)
• “Dai graças ao Senhor, porque Ele é bom; eterna é a sua misericórdia.” (Sl 136,1)
Com carinho e oração,
Pe. Hércules – Pároco
Pe. Oswaldo – Vigário Paroquial
2025
Queridos irmãos e irmãs,
hoje é um dia de festa, de gratidão e de ternura! Celebramos a presença viva da Mãe e Rainha Três Vezes Admirável de Schoenstatt, que caminha entre nós como Mãe Peregrina, levando o Menino Jesus nos braços e depositando graças em cada lar que a acolhe.
Desde que esta pequena imagem começou a visitar nossas famílias, muitas bênçãos se derramaram: reconciliações, curas, conversões silenciosas, novas forças para caminhar. É Maria quem entra em nossas casas com simplicidade, e, onde Ela entra, entra também Jesus, a luz que vence toda escuridão.
O Evangelho de hoje nos recorda que é preciso rezar sempre, sem desanimar. Assim é Maria: perseverante, confiante, intercessora fiel. Ela reza conosco, reza por nós e nos ensina a transformar cada dificuldade em entrega a Deus.
Queremos, hoje, renovar nossa aliança de amor com a Mãe Peregrina, convidando-a a continuar visitando nossos lares, abençoando nossas famílias e formando em nós um coração missionário. Que cada casa que A recebe se torne um pequeno santuário de fé, esperança e amor.
Mãe querida, Rainha e Vencedora Três Vezes Admirável, leva-nos sempre a Jesus, ensina-nos a confiar como Tu confiaste, a servir com alegria e a caminhar com perseverança. A Ti consagramos nossa comunidade, nossas famílias e nossas missões.
Com amor e fé, digamos juntos:
Nada sem Ti, Mãe querida. Nada sem nós!
Celebramos nesta quinta-feira a Solenidade de “Corpus Christi” (Corpo de Cristo, em latim). É uma festa que celebra a presença real e substancial de Cristo na Eucaristia. É uma festa de preceito, isto é, devemos participar da celebração da Missa neste dia.
Deus costuma se revelar aos humildes e pequenos, e Ele se utilizou de uma simples jovem para lhe revelar a festa de Corpus Christi.
Segundo os registros da Igreja, Santa Juliana de Cornillon, em 1258, numa revelação particular, teria recebido de Jesus o pedido para que fosse introduzida, no Calendário Litúrgico da Igreja, a Festa de Corpus Domini.
Com a idade de 16 anos, teve a primeira visão.
Via a lua no seu mais completo esplendor, com uma faixa escura que a atravessava diametralmente.
Compreendeu que a lua simbolizava a vida da Igreja na Terra; a linha opaca representava a ausência de uma festa litúrgica, em que os fiéis pudessem adorar a Eucaristia para aumentar a fé, prosperar na prática das virtudes e reparar as ofensas ao Santíssimo Sacramento.
Juliana comunicou essa imagem a Dom Roberto de Thorete, bispo de Liége e, mais tarde, a Jacques Pantaleón, que, no futuro, se tornou o Papa Urbano IV. Foi precisamente o Bispo de Liége, que, após hesitações iniciais, aceitou a proposta de Juliana, e instituiu,
pela primeiravez,
a Solenidade do Corpus Christi na sua diocese.
Mais tarde, também outros bispos o imitaram, estabelecendo a mesma festa nos territórios confiados
aos seus cuidados pastorais. Em 1264 a festa de Corpus Christi foi decretada mundial.
Em 1317, o Papa João XXII publicou o dever de levar
Nosso Senhor sacramentado pelas vias públicas. É um momento único do nosso ano litúrgico, que deve ser vivido com muita piedade, entoando os hinos eucarísticos, enquanto Nosso Senhor passa pelas ruas abençoando o mundo.
No Brasil e em Portugal, há ainda um bonito costume de ornar as ruas por onde o Santíssimo passará, com tapetes feitos de serragem que formam imagens relacionadas à nossa fé. O sentido é fazer uma homenagem à entrada de Jesus em Jerusalém recebido com ramos.
Oração
Alma de Cristo, santificai-me.
Corpo de Cristo, salvai-me.
Sangue de Cristo, inebriai-me.
Água do lado de Cristo, lavai-me.
Paixão de Cristo, confortai-me.
Ó bom Jesus, ouvi-me.
Dentro de vossas chagas, escondei-me.
Não permitais que eu me separe de vós.
Do espírito maligno, defendei-me.
Na hora da minha morte, chamai-me.
E mandai-me ir para vós,
para que com os vossos santos vos louve
por todos os séculos dos séculos.
Amém.
A Solenidade de Pentecostes é uma das grandes festas da Igreja Católica, na qual celebramos a vinda do Espírito Santo sobre os discípulos de Jesus, que os fortaleceu e os animou na missão de proclamar a toda criatura a Boa-Nova do Reino de Deus.
Os discípulos medrosos, fugitivos e escondidos no Cenáculo são transformados, pela ação do Espírito Santo, em destemidos anunciadores da Palavra de Deus.
Os dons do Espírito Santo
Segundo o Catecismo da Igreja Católica (CIC), o Espírito Santo de Deus nos concede sete dons, que são sabedoria, inteligência, conselho, fortaleza, ciência, piedade e temor de Deus.
SABEDORIA: Concedendo-nos uma compreensão não humana dos mistérios e da grandeza divina. É considerado o maior de todos os dons, porque eleva o homem a uma experiência sobrenatural de Deus.
INTELIGÊNCIA: Concede-nos um conhecimento que não está limitado ao esforço humano, mas ultrapassa, dando-nos a conhecer a Verdade que, simplesmente pela razão humana, não temos conhecimento.
CONSELHO: Concede-nos a maneira certa de proceder diante de algumas situações que poderiam pôr em risco o caminho rumo a salvação.
FORTALEZA: É o dom que nos move a executar o que nos ensina o conselho, tendo como finalidade a maior glória de Deus, apesar dos sacrifícios exigidos para isso. É, frequentemente, encontrado na vida dos mártires.
CIÊNCIA: Conseguimos ver a mão de Deus nos acontecimentos mais ordinários do cotidiano. Ensina-nos a olhar os fatos da vida com o olhar de Deus. É característico na vida de daqueles cuja missão é propagar a fé e conduzir as almas.
PIEDADE: É o dom que nos faz tratar as coisas de Deus como sagradas. A piedade nos ajuda a entender o nosso lugar de filhos para com Deus e nos faz tratá-Lo como Pai.
TEMOR DE DEUS: não é um dom que nos faz ter medo de Deus, mas, em tudo, nos faz querer agradar-Lhe. É característico na vida de todo cristão batizado no início de sua caminhada com Jesus Cristo, onde busca moldar a sua vida de acordo com a Lei de Deus.
Recebemos os dons do Espírito Santo pelos sacramentos e já no Batismo a Santíssima Trindade nos concede a graça santificante, a graça da justificação, a qual torna-nos capaz de crer em Deus, de esperar nele e de amá-lo por meio das virtudes teologais (fé, esperança e caridade), concede-nos o poder de viver e agir sob a moção do Espírito Santo por seus dons e permite-nos crescer no bem pelas virtudes morais (CIC 1810).
No nosso dia a dia devemos invocar o Espírito Santo para que inspire nossas ações para que possamos viver de modo virtuoso.
Fontes
https://revistaavemaria.com.br
https://formacao.cancaonova.com/espiritualidade/espirito-santo/os-dons-do-espirito-santo/