Queridos irmãos e irmãs, somos convidados nesta semana a viver, de forma concreta, as Bem-aventuranças — caminho de felicidade proposto por Jesus e sinal de uma fé que se traduz em vida, atitudes e missão.
Ao longo dos Evangelhos de 1º a 7 de fevereiro (Tempo Comum – Ano A), a Palavra nos conduz a reconhecer que seguir Cristo é tornar-se luz no mundo, mesmo em meio às dificuldades.
Na montanha das Bem-aventuranças (Mt 5,1-12a), Jesus proclama felizes os pobres de espírito, os mansos, os misericordiosos e os perseguidos por causa da justiça, revelando que o Reino de Deus pertence àqueles que confiam plenamente no Senhor.
No Encontro no Templo (Lc 2,22-40), Simeão e Ana reconhecem no Menino Jesus a luz para iluminar todos os povos, testemunhando a fidelidade de Deus que cumpre Suas promessas.
O Evangelho de Marcos nos apresenta uma fé vivida na prática: os milagres que nascem da confiança, a rejeição em Nazaré (Mc 6,1-6), o envio dos Doze em missão (Mc 6,7-13) e o martírio de João Batista (Mc 6,14-29), expressão máxima de fidelidade e coragem diante da verdade.
Tema central da semana: Fé que transforma!
Uma fé que gera humildade, compromisso com a missão e testemunho fiel, mesmo quando o caminho é marcado por desafios e incompreensões.
Que esta Palavra nos impulsione a viver as Bem-aventuranças no dia a dia e a sermos, com alegria e coragem, luz no mundo.
A essência dos Evangelhos da semana nos convida a refletir sobre o início da missão de Jesus como luz que irrompe nas trevas e o mistério do Reino de Deus, que se revela de forma paradoxal: pequeno, escondido, mas irresistivelmente crescente, exigindo de nós uma resposta generosa e fiel.
No domingo, Mateus nos apresenta Jesus iniciando sua pregação na Galileia, região de sombras profetizada por Isaías, onde Ele proclama: “Arrependei-vos, porque o Reino dos Céus está próximo”, chama os primeiros discípulos para serem “pescadores de homens” e cura multidões, simbolizando a luz que dissipa a escuridão.
Essa luz não é para ser ocultada, como nos recorda Marcos nos dias seguintes: em uma parábola, Jesus compara o Reino a uma lâmpada colocada sob o alforje, afirmando que “nada há oculto que não venha a ser manifestado”.
Os Evangelhos aprofundam essa revelação através das parábolas do Reino: a do semeador, que mostra como a Palavra de Deus é recebida em corações variados — alguns estéreis pelo caminho, rochas ou espinhos das preocupações mundanas, mas fecundos na boa terra, rendendo fruto abundante; a semente que brota sozinha, noite e dia, ilustrando o crescimento misterioso e autônomo do Reino; e a semente de mostarda, minúscula, que se torna a maior das árvores, acolhendo aves em seus ramos. Jesus redefine até a família: “Quem faz a vontade de Deus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe”.
Essa sequência nos leva a contemplar: Como estamos recebendo a luz de Cristo em nossa vida? O Reino não avança por força humana, mas pela graça divina, convidando-nos a deixar redes e barcos — nossas rotinas seguras —, a cultivar o coração como terra boa e a semear com confiança, mesmo quando os resultados parecem insignificantes.
O Evangelho nos convida a contemplar Jesus como o Cordeiro de Deus que inaugura uma nova era de misericórdia, liberdade e missão.
No Domingo, João Batista proclama Jesus como "o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo". Essa revelação nos chama a reconhecer Cristo como o Salvador que purifica e renova, convidando-nos a um olhar de fé batismal, deixando para trás o peso do pecado.
Ao longo da semana, os relatos de Marcos (capítulos 2 e 3) revelam a novidade radical do Reino de Jesus, contrastando com as tradições rígidas. Na segunda, Ele compara Sua presença à de um noivo em bodas, explicando que os discípulos não jejuam enquanto Ele está presente, e adverte sobre vinhos novos em odres novos – uma imagem da graça que não cabe em estruturas antigas. Na terça, Jesus declara-Se Senhor do sábado, defendendo Seus discípulos que colhem espigas e recordando como Davi comeu o pão da Presença. Na quarta, cura a mão ressequida no sábado, questionando: "É lícito no sábado fazer o bem ou o mal, salvar a vida ou matá-la?", priorizando a misericórdia sobre o legalismo.
Essa sequência culmina na quinta (22), com multidões de toda parte afluindo para tocá-Lo, enquanto demônios O proclamam Filho de Deus, mas Ele os cala; e na sexta, quando sobe o monte e escolhe os Doze Apóstolos para estar com Ele, pregar e expulsar demônios. E no sábado permanece com os discípulos e reunia em torno de si uma grande multidão.
Esses Evangelhos tecem um fio comum: Jesus rompe barreiras, atrai todos com Seu poder curador, silencia as falsas vozes e forma uma comunidade missionária. Deixemos o "velho" – rigidez, medos, pecados – para abraçar o "novo" que Cristo traz: misericórdia viva, liberdade no Espírito e chamado à missão. Como João Batista, apontemos para o Cordeiro; como os discípulos, sigamos O Senhor do sábado; como os Apóstolos, estejamos com Ele para transformar o mundo. Que este ano nasça sob Sua autoridade, guiando-nos à luz da salvação.
Um Novo Começo com Jesus! ♥️
No início de 2026, os Evangelhos nos convidam a mergulhar no mistério do Batismo de Jesus (Mt 3,13-17), onde o Pai proclama: “Este é o meu Filho amado”. É o eco da voz divina que nos renova, lavando o passado e abrindo caminhos para o Reino de Deus.
Logo, em Marcos, vemos Jesus em ação: chamando
discípulos como pescadores de homens (Mc 1,14-20), expulsando demônios com autoridade (Mc 1,21-28), curando a sogra de Pedro e multidões (Mc 1,29-39), tocando o leproso para purificá-lo (Mc 1,40-45), perdoando pecados ao paralítico (Mc 2,1-12) e, no sábado, chamando Levi, o publicano, para segui-Lo e jantando com pecadores, declarando: “Não são os que têm saúde que precisam de médico, mas os doentes. Eu não vim chamar justos, mas pecadores” (Mc 2,13-17).
Essência para nós? Jesus inicia sua missão de libertação total: do mal, da doença, do pecado e da exclusão social.
Nesta virada do ano, reflita: Você ouve seu chamado para segui-Lo, mesmo em sua fragilidade? Confia no Seu poder para curar suas feridas e transformar relacionamentos? Deixe que Ele faça de 2026 um tempo de graça, proclamando: “O tempo se cumpriu, o Reino de Deus está próximo!” (Mc 1,15).
Comece agora – responda com fé!